terça-feira, 10 de maio de 2011
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E os pais dos três porquinhos?
Acho comodista sentir-me presa, como se gostasse de ter umas correntes inquebráveis e inibidoras de qualquer vontade própria, sem saída. Só por estar a falar disto tenho pena desta minha figura, porque não existem correntes. As opções estão ali, já sentadas, de braços cruzados e ofendidas pelo meu desprezo.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
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sábado, 15 de janeiro de 2011
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Chazinhos recreativos
Lembrei-me do ensinamento budista: tudo o que se vive é com concentração e total dedicação. 'É a diferença de varrermos o chão da cozinha com dedicação e consciência ou como um gesto mecânico' palavras de monge. Vejo o o sempre a varrer umas folhas vermelhas num grande pátio. Com vento, há sempre vento... O movimento do vermelho das vestes e das folhas representa a dimensão espiritual daquele monte de serenidade.
Concentrei-me na condução, no prazer da velocidade e na agradável chuva grossa e rara que salteava de nódoas circulares a limpa imagem de uma noite molhada e iluminada. Comecei então a imaginar-me no és de spots a escrever sobre os speedthougts do momento e reparei naquela ligeira e quase imperceptível pressão maxilar. Lá está...
A minha relação com a Sra. Fig. Geo. Circunferência já teve melhores dias.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Chuviscos pesados
Do espaço que ninguém ocupa, do lugar das palavras e das não-palavras. Como se todos os espasmos do nosso pensamento e imaginário que pairam por aí criassem uma certa poeira desordenada saboreando a enorme dádiva de serem imunes à cruel lei da gravidade. Só aqueles pequeninos nadas, que tanto valem, (sublinhe-se o paralelismo) os conseguem arrastar até ao chão. E lá caiem por terra as ideias molhadas e lamacentas. Aaah ! Que saboroso é partilhar esta insustentável dor... Tem dias que o ser é mais pesado do que leve.
Tenho um certo gosto sádico pelo peso. Talvez tenha medo da força que puxa lá de cima. Sempre me irritou tirarem-me os pés do chão.. Sempre foi reconfortante chorar abraçada a um qualquer tapete.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Pais
Como vês tenho começado a remar e não vou sentindo falta das correntes. Até já começo a ficar com músculo imagina só.
Vá Nosso Pai, trata de na minha (trato disto no ano que vem) próxima vida mandar a cegonha para aqui algures, numa cidade enterrada no verde. Num verde alto e intrusivo.
Para este Dezembro chega-me uma máquina fotográfica deste calibre.
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Minimalismo emocional
A verdade é que há por aí muita gargalhada graças à desgraça alheia, ha por aí muito insulto por um empurrão despropositado, há por aí muitas pedras.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Principiante no visual
Do canto em que eu estou esta pintura parece-me isto:
Da parede rachada que eu aqui vejo, brota uma cabeça de um passarinho de cores bonitas. O pouco brilho do seu fato sério de colarinho branco (muito bem passado a ferro) contrasta com os seus olhos . O que eu relaciono com a dicotomia homem-natureza. A opacidade e o traço do desenho da racha e do fato/buraco perde a beleza ao pé do perfeito animal.
A sombra da cabeça do mésange lembra a terra e o céu. O dito pode estar nos dois sítios (quem desenhou aquele fato é que não) mas é encostado no seu canto que o bicho está a observar.
Gostei de navegar nestes mares, www.galerie-albane.com.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Eu, o terrível.
Hoje, o Savater disse-me que só Deus é capaz de ser absolutamente feliz. Só é possivel sê-lo na solidão. Nós, os pecadores, precisamos de companhia dos nossos semelhantes para nos completarem e só assim termos momentos de regozijo.
Somos um bocadinho patéticos com esta nossa isolo(auto)fobia. Basta vermos uma pessoa sozinha sentada num banco de jardim que nos invade um sentimento de compaixão(só para os mais bondosos, os outros talvez pensem "olha este coitado, sem amigos"). Se estiver a ler um livro ou até -o vicio, a divindade do nosso século- a fumar um cigarro parece que já se atenua a falta de companhia.
Confessemos, não tememos as chamas do inferno nem a falta de dinheiro, nem a demencia, o que nos apavora é não termos um da nossa especie ao nosso lado para podermos ter umas quantas felicidades.
(No 22 estavam dois malucos, cantavam e comunicavam numa linguagem estranha para os expectantes. Sim, felizes.)
Se optarmos por viver num referencial em que não se tolera o silêncio social, cai-se numa perigosa armadilha. Acabamos por não conhecer a única pessoa que nunca em caso algum nos abandonará. Até podemos saber os traços da nossa personalidade, dos nossos gostos e muitas outras coisas que aprendemos com as vivências ao longo dos anos de passeio neste planeta. Ma este tipo de conhecimentos têm-se de um bom companheiro,
- Mia: "Don't you hate that?"
- Vincent: "What?"
- Mia: "Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?"
- Vincent: "I don't know."
- Mia: "That's when you know you found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute, and comfortably share silence."
No entanto, é tão vasta e complexa a forma de comunicação com o nosso eu que ou vamos explorando com inteligência a própria ou então poderá ser tarde demais.
Quando a ideia de nos sentarmos num banco de jardim sozinhos nos afigurar absurda, temos razão para ter medo da solidão. Haverá alguém melhor para saborear momentos de silêncio?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Deus despido
Pensei nisto quando soube q Deus está dentro de mim. Mas sem cariz sexual.
Deus é a vontade própria do meu subconsciente. É a minha massa cinzenta a trabalhar para alcançar um objectivo especifico, sem eu lhe ter dado qualquer ordem.
Deus é um dialogo orgasmico entre as memorias e as fantasias.
Deus, és o meu Deus.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Blasfémias

“Eles fizeram [Deus] um ser parecido ao ser humano, com quem se pode ter um relacionamento pessoal. Quando você olha para a vastidão do universo e para como uma vida humana acidental é insignificanteem si mesma, isso parece muito impossível.”
“Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque funciona.”
“Se os extraterrestres nos visitarem, o resultado seria muito parecido a quando Colombo desembarcou na América, que não deu muito certo para os nativos americanos”, disse ele. “Só precisamos olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente se pode desenvolver para algo que não gostaríamos de conhecer.”
“Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos. Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo.”
No seu mais recente trabalho, The Great Design, o físico cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos. “Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias – o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar – bemmenos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos”, afirma Hawking.
“Se pudermos evitar o desastre nos próximos séculos, a nossa espécie permanerá. (...)Temos de começar a pensar seriamente como nos vamos libertar dos limites deste planeta agonizante. (...)A nossa única oportunidade de sobrevivência a longo prazo, não deve permanecer fechada no planeta Terra, mas sim para nos difundirmos no espaço”.
“A raça humana não deveria ter todos os ovos num só ninho, ou num planeta”.
“Chegou o momento de nos libertarmos da Mãe Terra”.
domingo, 19 de setembro de 2010
Carris sem ipod
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pensamentos de jardim
Ela cantava, uma melodia saborosa e relaxante, onde só as pausas eram notas. O instrumento de sopro corria pelo palco e saltava para a plateia numa exaustiva dança, sem cansar, sem forçar, sem vestes -sim todo nú- e sem medo nem vergonha. Era o vento. Mas eu não lhe dei importância. Continuava a admira-la. A abanar-se suavemente. Não havia ritmo, nada era periódico e muito menos repetitivo.
Arrepio-me com toda a improvisação, quem ficar indiferente à mistura do som com a liberdade não entende o sentido da vida. Como é belo o movimento sem antecipação, sem linhas direitas, onde nada há para seguir nem para perder ou falhar.
Se nos regarmos com espontaneidade, talvez consigamos crescer saudaveis.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Não era preciso tanto !
-De quê?
-Do mundo exterior...
-Não sei(FOX), vai dar simpsons!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Sucesso
O sucesso não alimenta porque não contém nutrientes- o sucesso é apenas uma palavra.
Todas as pessoas sofrem de um complexo de inferioridade. Esta situação é realmente estranha, porque ninguém é inferior nem superior. A unicidade de cada indivíduo impossibilita qualquer comparação.
Aquele que tem ambição é doente."
Osho
Sou doente. Mas sei que na maioria das vezes quanto mais longe se chega, menos sorrisos temos no bolso. Parece que é a moeda de troca.
-Queres subir mais uns degraus? É uma duzia de tardes bem passadas sff.
-Quer uma promoção no trabalho? 5 gargalhadas, está com sorte é tempo de saldos.
Não, não, não..
Quero as minhas tardes bem passadas, quero risos e abraços.
Quero paz e música.
Quanto custa? Eu pago.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Ser mais caracol
Dalai Lama
Não quero acordar. Estou abraçada à cama com tanta força que até acho cruel arrancar me desta escuridão apaziguadora.
Mas se acordarmos cedo reparamos na calma e na satisfação que o dia sente ao sair da 'cama'. Ele saboreia vagarosamente o despertar. O que nos falta é uma simples aprendizagem do devagar.
Toda a saudação é lenta.
Todo o prazer se vive mais intensamente se for vivido em passo de caracol.



