quinta-feira, 26 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Minina
minina vem dançar
mas vem dançar de verdade
não fique so de abano de cabeça
num canto triste de saudade
minina vem dançar
mas a dança que vibra no coração
voce sabe do que eu estou falando
voce sabe que eu tenho razão
minina dança com pé e dança com braço
dança com barriga e com rabo com joelho e cotovelo
deixe os outros pra lá ou traga os outros para cá
mas nao tenha vergonha de dançar!
mas vem dançar de verdade
não fique so de abano de cabeça
num canto triste de saudade
minina vem dançar
mas a dança que vibra no coração
voce sabe do que eu estou falando
voce sabe que eu tenho razão
minina dança com pé e dança com braço
dança com barriga e com rabo com joelho e cotovelo
deixe os outros pra lá ou traga os outros para cá
mas nao tenha vergonha de dançar!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O grito
Somos cebolas e esta metáfora ja está gasta. Mas a espessura e a multiplicação das cascas que nos acacham, assustam. Quantas vezes nos irritamos ou apatizamos sem conseguirmos perceber porque? Quantas vezes nos apaixonamos fervorosamente por coisas ou pessoas que não passam de coisas, sem sequer as conhecermos bem? Nasce um ardor cá dentro, uma procura sedenta cuja intensidade não faz sentido mesmo dentro da irracionalidade do desejo. Não somos nós próprios. Somos os nossos sucessos, as nossas conquistas. E é por esses indíces que nos guiamos. Mas um dia teremos de ser. Esse dia chega sempre. Quantas pessoas também se querem despir no meio de uma estação de comboios e irem gritar a sua nudez para cima de um monte sem vida? Quantas pessoas estão desesperadas por serem?
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A teoria
Ainda há poucos dias me falaram de uma teoria. Diz que o Newton só estava metade certo. Não teve paciência para perceber que a gravidade atrai a maçã para o chão mas esse chão absorve a maça e ao transforma-la cria uma força que sobe. Esta história tem me tomado conta dos pensamentos ainda algumas vezes. Embora tenha ficado interessada no seu conteúdo foi a percepção da tamanha pequenice da janela chamada ciência que me fascinou. Tenho a sensação/certeza que já tinha percebido isso, mas vivo num mundo em que nunca sei quando estou a aprender alguma coisa de novo, ou se sempre a soube, se estou a criar e a inovar ou simplesmente a juntar ensinamentos.
Voltando à ciência. É verdade que tem evoluído a passos largos (se é que sabemos o que são passos largos) mas esta evolução só tem crescido no sentido do lucro. E não são questões de metafisica que fazem despertar a curiosidade dos investidores. Daí a profissão de filósofo ser a mesma que tratador de dinossauros nos dias que correm. Provavelmente porque não faz sentido gastarem dinheiro numa área que eleva as pessoas a mais do que meros números, percorrendo perigosamente, para eles, a realidade onde não é o dinheiro a chave para a felicidade.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Pensamentos em resumo
A dada altura das nossas vidas começamos a pensar. Um pensar pensante e mais pesado do que o de uma criança que brinca com os amigos ou de um adolescente que namora com paixão. E esse mesmo pensar assustou-me de morte. Não a ideia de o fazer. Mas sim as conclusões a que fui chegando.
Não somos felizes, ninguém ou poucos os são. Somos armazéns de lixo como escrevi antes. Tenho a certeza disto e também tenho a certeza que esse mesmo lixo só faz parte da minha retina, dos meus sentidos que o traduzem. No fundo não é uma tradução porque na Verdade não há absolutismo e então tudo são interpretações e uma interpretação é uma criação a partir de algo que existe. Mas esta existência é tudo menos inequívoca. Tem milhares de formas (até a palavra forma me parece abusiva), e eu como espectador, com as ferramentas que fui aprendendo ao longo da vida escolho as que posso (porque o querer não é aqui aplicável) e sigo-as. Quase como uma questão de fé. E isto não é assustador, pelo contrário, liberta-nos de todos os julgamentos e preconceitos, não esquecendo que conseguir faz-lo é uma das tarefas mais difíceis da vida. E vem a conversa que já se ouviu: desde bebés que nos formatam, levamos com pais, professores, padres, media, amigos que também eles enganados nos arrastam neste tsunami de ilusões e de corridas a estatutos e imagens que não passam de reflexos egóicos onde nos levam a viver como se tudo à nossa volta fosse um espelho e nesse espelho temos de ver dinheiro, temos de ver sucesso, temos de casar, temos de ter muitos amigos, temos, temos e temos. Os outros vão ver que não somos nem fizemos, os outros vão dizer mal de ti, os outros são melhores que tu. A verdade é que não há espelho nenhum. Isso seria de um narcisismo doentio. Seria não. É, ele existe realmente. Ninguém está assim tão interessado no carro que tens mas sim no carro que eles não têm. Falam do teu casamento desfeito porque é uma forma de se gabarem da familia perfeita que aparentam ter. Estamos sedentos de realização e isso leva-nos a estes desesperos.
O consumismo também nos apazigua. Podermos comprar transmite uma sensação agradável disso mesmo. Poder. Mas é sobre algo exterior a nós. E quando o fazemos, quase sempre estamos a ser muito fracos noutro campo, no que realmente importa, nós próprios. Não temos qualquer tipo de poder sobre a nossa vontade. Eu também me deixo levar pela facilidade do consumismo mas tenho noção que quando o faço não estou a ir no caminho da minha evolução, estou a fugir dele, a entupir as veias da lucidez. Seja com comida ou alcool, carros e roupa, ou até mesmo com relações.
Comprometo-me a limpar os meus sentidos de tudo o que me foi e é e continuará a ser imposto. Não me deixar levar por instintos primários ou por complexas regras sociais que tentam anular o espírito dominando a mente. Focar-me no agora e reconhece-lo como um renascimento, não só de mim mas de tudo o que sinto(interpreto). Carrego um passado e só eu sou responsável por usa-lo da melhor forma. Anseio um futuro que sou eu que o imagino, tendo especial cuidado com o sedutor campo da imaginação, onde a probabilidade de falhar não existe e só não existe porque nada existe. Uma vida feita de nada é um desperdício de recursos. E estou a ser dura comigo, porque tendo a procrastinar.
Sem conclusão á vista, chega-me a frase 'encaixar sem esforço numa sociedade doente não é sinonimo de sanidade' para me descansar quanto à minha falta de tranquilidade. Isto está tudo virado do avesso, mas ainda bem que comecei a pensar, pode ser que um dia não precise de o fazer mais.
Não somos felizes, ninguém ou poucos os são. Somos armazéns de lixo como escrevi antes. Tenho a certeza disto e também tenho a certeza que esse mesmo lixo só faz parte da minha retina, dos meus sentidos que o traduzem. No fundo não é uma tradução porque na Verdade não há absolutismo e então tudo são interpretações e uma interpretação é uma criação a partir de algo que existe. Mas esta existência é tudo menos inequívoca. Tem milhares de formas (até a palavra forma me parece abusiva), e eu como espectador, com as ferramentas que fui aprendendo ao longo da vida escolho as que posso (porque o querer não é aqui aplicável) e sigo-as. Quase como uma questão de fé. E isto não é assustador, pelo contrário, liberta-nos de todos os julgamentos e preconceitos, não esquecendo que conseguir faz-lo é uma das tarefas mais difíceis da vida. E vem a conversa que já se ouviu: desde bebés que nos formatam, levamos com pais, professores, padres, media, amigos que também eles enganados nos arrastam neste tsunami de ilusões e de corridas a estatutos e imagens que não passam de reflexos egóicos onde nos levam a viver como se tudo à nossa volta fosse um espelho e nesse espelho temos de ver dinheiro, temos de ver sucesso, temos de casar, temos de ter muitos amigos, temos, temos e temos. Os outros vão ver que não somos nem fizemos, os outros vão dizer mal de ti, os outros são melhores que tu. A verdade é que não há espelho nenhum. Isso seria de um narcisismo doentio. Seria não. É, ele existe realmente. Ninguém está assim tão interessado no carro que tens mas sim no carro que eles não têm. Falam do teu casamento desfeito porque é uma forma de se gabarem da familia perfeita que aparentam ter. Estamos sedentos de realização e isso leva-nos a estes desesperos.
O consumismo também nos apazigua. Podermos comprar transmite uma sensação agradável disso mesmo. Poder. Mas é sobre algo exterior a nós. E quando o fazemos, quase sempre estamos a ser muito fracos noutro campo, no que realmente importa, nós próprios. Não temos qualquer tipo de poder sobre a nossa vontade. Eu também me deixo levar pela facilidade do consumismo mas tenho noção que quando o faço não estou a ir no caminho da minha evolução, estou a fugir dele, a entupir as veias da lucidez. Seja com comida ou alcool, carros e roupa, ou até mesmo com relações.
Comprometo-me a limpar os meus sentidos de tudo o que me foi e é e continuará a ser imposto. Não me deixar levar por instintos primários ou por complexas regras sociais que tentam anular o espírito dominando a mente. Focar-me no agora e reconhece-lo como um renascimento, não só de mim mas de tudo o que sinto(interpreto). Carrego um passado e só eu sou responsável por usa-lo da melhor forma. Anseio um futuro que sou eu que o imagino, tendo especial cuidado com o sedutor campo da imaginação, onde a probabilidade de falhar não existe e só não existe porque nada existe. Uma vida feita de nada é um desperdício de recursos. E estou a ser dura comigo, porque tendo a procrastinar.
Sem conclusão á vista, chega-me a frase 'encaixar sem esforço numa sociedade doente não é sinonimo de sanidade' para me descansar quanto à minha falta de tranquilidade. Isto está tudo virado do avesso, mas ainda bem que comecei a pensar, pode ser que um dia não precise de o fazer mais.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Relações
É muito mais fácil amar pura e plenamente a natureza seja em que representação for, numa paisagem, num animal, numa planta.
A consciência humana é um armazém de um passado. E confessemos, o nosso intelecto espiritual não é simples, por natureza assassinos e invejosos temos de nos saber domar para não sermos engolidos pela sedutora mentira. É essa mentira que leva à frustração, ao ódio e ao mau-estar. Por isso se fala tanta vez da preciosidade da amizade, porque se sabe do ridiculo e confusa que é a nossa consciência. Não somos puros nem verdadeiros, somos um armazém de lixo. Sim tenho noção da generalização mas é mesmo disto que quero falar. Da parte negra da interacção humana. Nem tanto dos insultos e das humilhações explicitas. Mas sim do amor fingido e da chantagem emocional, das traições dissimuladas. Da bajulação e da auto bajulação. Todos causados pela depressão e repressão da nossa alma enclausurada nestes corpos, nestes armazens.
A consciência humana é um armazém de um passado. E confessemos, o nosso intelecto espiritual não é simples, por natureza assassinos e invejosos temos de nos saber domar para não sermos engolidos pela sedutora mentira. É essa mentira que leva à frustração, ao ódio e ao mau-estar. Por isso se fala tanta vez da preciosidade da amizade, porque se sabe do ridiculo e confusa que é a nossa consciência. Não somos puros nem verdadeiros, somos um armazém de lixo. Sim tenho noção da generalização mas é mesmo disto que quero falar. Da parte negra da interacção humana. Nem tanto dos insultos e das humilhações explicitas. Mas sim do amor fingido e da chantagem emocional, das traições dissimuladas. Da bajulação e da auto bajulação. Todos causados pela depressão e repressão da nossa alma enclausurada nestes corpos, nestes armazens.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sabes de onde vem o teu nome?
Sophia, sabedoria. No gnosticismo era uma analogia à alma humana. Representava um dos aspectos femininos de Deus. Gnóstico é o que tem o conhecimento, gnose conhecimento. Obrigada wiki.
Sou sofia, serei sofista?
Platão descreveu-os assim:
Um impostor, caçador interessado em jovens ricos, comerciante didático e atleta em combate verbalístico ou erístico, purificador de opiniões, mas também malabarista de argumentos, mais verosímeis do que verdadeiros, mais sedutores do que plausíveis.
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