sábado, 15 de janeiro de 2011

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Arrefecer, é do que eu preciso. Tudo o que é frio remete para uma solidão pacificadora, assustadora a longo prazo. É verdade que tenho pensado muito nisto, sinto mesmo falta do meu reflexo. Mas os espelhos andam todos avariados.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Chazinhos recreativos

Estava no carro, e tentava novamente lembrar-me do final do filme de ontem. Esforcei me para recuar umas singelas 24 horas mas os fraquinhos distribuidores da Memória e filhos, lda chegaram exaustos e só com metade da narrativa. Foi quando percebi que estava com os músculos do pescoço tensos. Relaxei-os. Saíram uns bons kilos.
Lembrei-me do ensinamento budista: tudo o que se vive é com concentração e total dedicação. 'É a diferença de varrermos o chão da cozinha com dedicação e consciência ou como um gesto mecânico' palavras de monge. Vejo o o sempre a varrer umas folhas vermelhas num grande pátio. Com vento, há sempre vento... O movimento do vermelho das vestes e das folhas representa a dimensão espiritual daquele monte de serenidade.
Concentrei-me na condução, no prazer da velocidade e na agradável chuva grossa e rara que salteava de nódoas circulares a limpa imagem de uma noite molhada e iluminada. Comecei então a imaginar-me no és de spots a escrever sobre os speedthougts do momento e reparei naquela ligeira e quase imperceptível  pressão maxilar. Lá está...
A minha relação com a Sra. Fig. Geo. Circunferência já teve melhores dias.