Tenho muita vez um sentimento que não sei denominar, o inverso da compaixão, felicidade (aquela que cria um nó de lágrimas na garganta) de ver alguém a ser simpático com um estranho. A minha mala -de 30kg- bateu numa senhora que ao meu pedido de desculpas retorquiu um sincero "não tem mal". Uma outra ia caindo com o solavanco do autocarro e a passageira mais próxima evita a tragédia, mas não foi nesse acto que vi beleza, foi na genuína expressão de aflição ao ver um semelhante quase cair por terra.
A verdade é que há por aí muita gargalhada graças à desgraça alheia, ha por aí muito insulto por um empurrão despropositado, há por aí muitas pedras.
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